>>>> Sem a cor das andainas domingueiras sem o Sol que tem as chitas Ó Lisboa, sem favor como as tuas Carvoeiras são bonitas Olhai-as passando gentis toutinegras por dentro tão brancas por fora tão negras As asas são ancas num ritmo brando porque elas não pisam deslizam voando Ai, venham ver venham ver as Carvoeiras venham ver os olhos delas que maneiras têm de olhar Ai, venham ver dois carvões numa braseira que puseram à janela para o vento os atear >>>> Ai, venham ver dois carvões numa braseira que puseram à janela para o vento os atear A correr muito cingida à ilharga muito à larga o coração tão bonitas são de ver as varinas na descarga do carvão Gigas balouçando têm semelhanças com barcos vogando nas ondas das tranças Travessas, gaiatas correndo, voando os seios são ondas redondas, arfando Ai, venham ver venham ver as Carvoeiras venham ver os olhos delas que maneiras têm de olhar Ai, venham ver dois carvões numa braseira que puseram à janela para o vento os atear >>>> Ai, venham ver dois carvões numa braseira que puseram à janela para o vento os atear!