>>>> Não te cures, não vais ver onde vais parar não vás ao médico, não depois não te venhas queixar > Não te cures, não vais ver onde vais parar não vás ao médico, não depois não te venhas queixar >> Tu dás ares de filósofo barato quando tu és simples e cheio de portantos Então para quê tanto aparato Não é defeito é feitio dizes tu mas sabes que os teus encantos vêm sempre à baila quando te põem a nu >>>> Não te cures, não vais ver onde vais parar não vás ao médico, não depois não te venhas queixar Não te cures, não vais ver onde vais parar não vás ao médico, não depois não te venhas queixar >> Tu és o delicadinho da tua rua e também o complicadinho da Silva e andas sempre na Lua E à miúda de bochechas risonhas dás-lhe um sopro um sopro do teu ar depois dizes que andas nas lonas >>>> Não te cures, não vais ver onde vais parar não vás ao médico, não depois não te venhas queixar Não te cures, não vais ver onde vais parar não vás ao médico, não depois não te venhas queixar >> Andas de café em café na esperança de encontrares uma boa amiga mas a idade já te mastiga Tu tens ideias como quase toda a gente e tu sonhas com a realidade e é porreiro esse teu ar sempre de contente >>>> Não te cures, não vais ver onde vais parar não vás ao médico, não depois não te venhas queixar Não te cures, não vais ver onde vais parar não vás ao médico, não depois não te venhas queixar >> Acabas num copo na Trindade e não te topo a pensar no que já pensaste nas escadinhas do Duque Às duas por três apanhas o comboio para o Cacém ou então para Setúbal e é quando não se fica pelo Galo com um ganda galo a fumar um talo até apanhar o último estalo Mas não te cures, não vais ver onde vais parar não vás ao médico, não depois não te venhas queixar Não te cures, não vais ver onde vais parar não vás ao médico, não depois... não te venhas... queixar!